Falar com a fábrica: o assistente de IA do Softêxtil
Como o assistente de IA do Softêxtil responde a perguntas sobre a produção, porque não pode inventar números e para onde vai: a voz e menos ecrãs.

Um encarregado de confeção faz dezenas de perguntas por dia. Quantas peças estão feitas da encomenda que sai sexta? Quem está a atrasar a linha 3? Se faltar a costureira da montagem, quem a pode substituir? Durante anos, a resposta estava num relatório que alguém tinha de saber encontrar, filtrar e ler.
No Softêxtil, o MES que desenvolvemos para a confeção, essas perguntas fazem-se por escrito ao assistente de IA, como se fosse a um colega que sabe tudo o que se passou na fábrica.
O que se pode perguntar
O assistente está no ecrã de início e consulta os mesmos dados que os tablets registam no chão de fábrica. Exemplos tirados do manual:
- "Qual foi a eficiência média da linha 2 esta semana?"
- "Quantas peças faltam para terminar esta encomenda?"
- "Qual a operação mais lenta deste modelo, comparada com o tempo standard?"
- "Quanto tempo de paragens tivemos hoje, por tipo?"
- "Se precisar de reforçar a montagem, quem tem aptidão para isso?"
Também responde a dúvidas sobre o próprio programa, porque tem acesso ao manual. Em vez de procurar onde se configura uma pausa nova, pergunta-se.
A resposta vai aparecendo à medida que é escrita, e cada uma pode levar um polegar para cima ou para baixo, para se saber onde ainda falha.
Uma regra acima de todas: não inventar
Um modelo de linguagem, quando não sabe, tende a dar uma resposta bonita na mesma. Numa fábrica isso é perigoso. Um número inventado sobre a eficiência de uma pessoa pode acabar num prémio mal pago ou numa conversa injusta.
Por isso o assistente só pode apresentar números que vieram de uma consulta aos dados feita naquele momento. O que foi dito antes na conversa não conta como fonte, volta a consultar. Se a consulta falha, diz que não conseguiu obter os dados, em vez de "estimar".
Os dados também importam. O que se pergunta sobre a produção é informação sensível da empresa, e onde essa informação é processada tem de ser escolhido com cuidado. Escrevi mais sobre este cuidado em usar IA sem entregar os dados da empresa.
Relatórios que chegam sozinhos
Há perguntas que se repetem todas as semanas. Para essas existe a agenda de email: escolhem-se os relatórios, a frequência e quem os recebe, e no topo do email pode vir um resumo escrito pela IA. Ninguém tem de abrir o programa para saber como correu a semana.
O próximo passo é a voz
Escrever já é melhor do que andar por menus, mas numa fábrica as mãos estão quase sempre ocupadas. O passo natural é poder falar com o assistente e ouvir a resposta, sem tocar no ecrã. Para um encarregado que passa o dia entre linhas, isto faz toda a diferença.
Acredito que o software de gestão vai deixar de ser um conjunto de ecrãs e passar a ser uma conversa, e expliquei porquê em o fim dos ecrãs cheios de botões e em a voz vai ser o novo teclado. Os ecrãs não desaparecem de um dia para o outro, as TVs na fábrica continuam a fazer falta. Mas a pergunta "como está a produção?" já não precisa de um menu.
Se quiser ver o assistente a responder sobre uma confeção a sério, marque uma demonstração. Mais detalhes em softextil.com.


