Softêxtil: porque fizemos um MES só para a confeção
Porque é que um MES genérico não serve a uma confeção e o que o Softêxtil resolve: tablet no posto, eficiência ao minuto, planeamento, qualidade e TVs.

Quase todos os MES que conheço foram pensados para fábricas onde quem produz é a máquina. Mede-se a velocidade da prensa, as paragens do torno, o OEE da linha de enchimento. Numa confeção quem produz são pessoas. Uma costureira faz uma operação, passa o lote à seguinte, muda de modelo duas vezes por dia e, se for polivalente, muda de operação também.
Por isso o software genérico tropeça logo no primeiro dia. Foi daí que nasceu o Softêxtil.
Pensado para quem produz
A ideia de base é simples: saber, a cada momento, quantas peças estão feitas, por quem e quanto tempo levaram. Numa confeção isso obriga a desenhar o software a partir do posto de trabalho e da pessoa que lá está, e não da máquina.
O setor merece esse cuidado. Segundo a AICEP, a indústria têxtil e do vestuário tem mais de 12 mil empresas, sobretudo PME, e emprega mais de 120 mil pessoas. Aposto que poucas têm alguém dedicado só à informática.
O que acontece no posto de trabalho
Cada operário tem um tablet Android no posto. Entra com o número e o PIN, escolhe a encomenda e a operação e, a partir daí, toca no ecrã quando acaba uma peça ou um lote. O sistema grava quem fez, o quê, quanto tempo levou e compara com o tempo standard da gama operatória.
No topo do tablet há uma barra que muda de cor conforme a eficiência. A operária vê o seu ritmo sem ler números, e a chefe, ao passar pelo corredor, percebe de longe que postos precisam de ajuda.
Quando alguém pára, escolhe o tipo de pausa, e o tempo parado fica separado do tempo de trabalho. Se precisa do mecânico ou de material, "levanta a mão" no tablet e o alerta aparece a quem tem de resolver. A interface também está em espanhol, francês, chinês e árabe, o que numa confeção portuguesa de hoje faz mais falta do que se imagina.
O que muda no escritório
A eficiência calcula-se sozinha: tempo standard vezes peças feitas, a dividir pelo tempo real. Mais de 100% é mais rápido do que o previsto, menos é mais lento. Com isto à vista em tempo real:
- O gabinete técnico vê que operações estão mal cronometradas, porque toda a gente as faz acima ou abaixo do tempo.
- O planeamento distribui encomendas pelas linhas com base na capacidade real de cada uma.
- O balanceamento mostra onde se acumula trabalho e quem tem aptidão para reforçar essa operação.
- A qualidade liga cada defeito à operação e a quem a fez, e o problema corrige-se na origem.
- Os prémios de produção pagam-se com números que ninguém discute.
TVs na fábrica e uma IA a quem perguntar
As TVs fazem mais diferença do que parece. Um ecrã por secção a mostrar a produção do dia, a eficiência e o estado das encomendas. A equipa vê o que está a acontecer, e quem visita a fábrica também.
Depois há o assistente de IA. Em vez de procurar o relatório certo, o encarregado pergunta "qual foi a eficiência da linha 2 esta semana?" ou "quantas peças faltam para fechar esta encomenda?" e tem a resposta. Para mim, é por aqui que todo o software vai, como escrevi em o fim dos ecrãs cheios de botões.
Se tem uma confeção e quer ver o Softêxtil com os seus modelos e as suas linhas, marque aqui uma visita. Os detalhes estão em softextil.com.


