Site lento? Está a mandar clientes para a concorrência
Um site lento no telemóvel perde visitas, vendas e posição no Google. O que mede a velocidade, onde está o problema e porque vale a pena tratar já.

Faça um teste agora. Pegue no telemóvel, desligue o wifi e abra o site da sua empresa como se fosse um cliente que nunca lá entrou. Conte os segundos até conseguir ler alguma coisa e carregar num botão.
Se começou a ficar impaciente, o seu cliente também fica. Só que ele não conta os segundos. Volta atrás e carrega no resultado seguinte, que normalmente é um concorrente.
Os números que ninguém gosta de ouvir
A Google mediu há uns anos que 53% das visitas em telemóvel são abandonadas quando a página demora mais de 3 segundos a carregar. Os telemóveis e as redes melhoraram desde então. A paciência das pessoas, nem por isso.
Há outro estudo, feito pela Deloitte a pedido da Google, chamado Milliseconds Make Millions. Em lojas online, uma melhoria de apenas 0,1 segundos na velocidade em telemóvel esteve associada a um aumento de 8,4% nas conversões. Uma décima de segundo.
O Google também está a medir
Desde 2021 que a Google usa um conjunto de medidas chamado Core Web Vitals para avaliar a experiência de quem visita uma página. Em março de 2024 trocou uma dessas medidas pelo INP, que mede quanto tempo o site demora a reagir quando a pessoa toca num botão ou num menu.
Na prática, o Google quer saber três coisas: quanto tempo demora a aparecer o conteúdo principal, se a página salta enquanto carrega (aquele botão que foge do dedo) e se o site responde depressa quando se carrega nalguma coisa.
A própria Google avisa que boas notas não garantem o primeiro lugar. Concordo. Mas más notas são uma desvantagem que se paga todos os dias, e não há conteúdo bom que a compense por inteiro.
Os assistentes de IA também vão buscar informação aos sites, e um site pesado e confuso é pior para eles. Escrevi sobre isso em SEO na era do ChatGPT.
Onde está quase sempre o problema
Nos sites de empresas portuguesas que me passam pelas mãos, os culpados repetem-se:
- Fotografias tiradas com a máquina boa e carregadas tal e qual, com 5 ou 6 MB cada uma.
- Temas de WordPress comprados por serem bonitos, com dezenas de plugins que ninguém usa mas que carregam em todas as páginas.
- Vídeos em fundo na página inicial, a tocar sozinhos no telemóvel.
- Alojamento barato, num servidor partilhado com centenas de outros sites.
- Scripts de publicidade, chats, mapas e redes sociais, todos a carregar antes do texto.
Nada disto é difícil de resolver. O difícil é alguém olhar para eles, porque o dono do site normalmente abre-o no computador do escritório, com fibra, e acha que está tudo bem.
O que eu faria esta semana
Primeiro, medir. O PageSpeed Insights é gratuito: põe-se lá o endereço e dá a nota em telemóvel e em computador. A do telemóvel é a que interessa.
Depois, atacar o óbvio: comprimir as imagens, tirar o que não serve para nada, pôr a carregar em último lugar tudo o que não é essencial. Muitas vezes isto já muda a nota de vermelho para verde.
Se o site é antigo e está remendado por cima de remendos, às vezes compensa mais fazer um novo, leve e bem feito, do que andar anos a tapar buracos. Daqui a pouco tempo, um site lento vai ser visto como uma loja com a porta encravada. As pessoas não vão empurrar. Vão à loja do lado.
Abrimos o seu site juntos e digo-lhe com franqueza o que está a pesar. Marque 20 minutos.


